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Este
é um exemplo de como avaliação
de proficiência em língua estrangeira pode
ser feita e o que deve ser levado em consideração.
Quando
avalia-se proficiência em uma determinada língua
estrangeira, pode-se levar em consideração
a formação lingüística do(s)
avaliado(s) ou não. Se for levado em consideração,
a aplicabilidade dos testes fica limitada mas a precisão
do resultado é maior.
O
sistema S&K de avaliação de proficiência
em inglês é composto de uma série
de testes desenvolvidos especificamente para quem possui
uma formação lingüística latina.
Isto é, quem fala uma língua latina como
língua mãe - mais especificamente, o português.
Com extrema acuidade, os testes avaliam exatamente aqueles
pontos em que os contrastes entre português e
inglês são maiores e a interferência
do primeiro sobre o segundo, mais prejudicial. Este
método de avaliação usa técnicas
de contrastive analysis e error analysis e é,
em vários aspectos, mais completo e preciso do
que o TOEFL e do que o MICHIGAN, os quais não
levam em consideração diferenças
lingüísticas específicas e nem sempre
avaliam o desempenho oral-criativo do entrevistado.
Quer dizer: o paper-based TOEFL, por exemplo, quando
não acompanhado de seus complementos TSE e TWE,
não avalia o desempenho do entrevistado efetivamente
falando nem escrevendo o inglês, além de
ser o mesmo exame para pessoas de diferentes nacionalidades.
As
avaliações S&K levam de 2 a 3 horas
para cada avaliado, dependendo do nível, e podem
ser acompanhadas de uma gravação em videotape,
o que proporciona um retrato fiel e preciso do nível
de proficiência em inglês do entrevistado.
A gravação em vídeo também
possibilita monitorar o desenvolvimento futuro. À
medida em que a pessoa desenvolve seu inglês,
pode comparar seu desempenho com o anterior gravado
em fita, e sentir a diferença.
A
avaliação mede o desempenho da pessoa
em inglês em 8 aspectos distintos, como descrito
abaixo. Este diagnóstico das deficiências
específicas de cada um, de seus pontos fracos
e fortes é uma informação de importância
fundamental, normalmente difícil de ser obtida.
Quando
adotado por uma empresa, este sistema de avaliações
periódicas proporciona, ao aluno, a possibilidade
de medir seu progresso e, à empresa, informação
precisa quanto aos recursos em língua estrangeira
disponíveis. Possibilita desta forma:
Clara
determinação de objetivos: quem precisa
desenvolver e a que nível deve chegar.
Determinar as deficiências específicas
de cada um, informação de fundamental
importância tanto ao aluno como a seu instrutor
responsável pelo treinamento.
Formação de grupos homogêneos.
Monitorar o aprendizado, isto é, medir os resultados
obtidos por cada aluno individualmente, de tempos em
tempos. Esta monitorização permite cobrar
e premiar resultados.
Dispor de um cadastro atualizado de funcionários
com habilidade em inglês.
As variáveis avaliadas e apresentadas em gráfico
são as seguintes:
0 - Não-desenvolvido
0.5
1 - Pouco desenvolvido
1.5
2 - Regular (Eficiência básica)
2.5
3 - Bom (Operacional)
3.5
4 - Muito bom (Gerencial)
4.5
5 - Excelente (Marketing) (TOEFL 600+) (CPE)
5.5 - Este grau equivale ao desempenho de um native
speaker com grau de escolaridade superior, e não
está representado no gráfico acima pelo
fato de situar-se além dos objetivos de qualquer
programa de ensino de inglês como língua
estrangeira.
TABELA DE EQUIVALÊNCIAS
S&K 0.5 1 1.5 2 2.5 3 3.5 4 4.5 5
TOEFL (paper-based) * * * * 300 360 420 480 540 600
TOEFL (computer-based) * * * * 38 70 110 157 207 250
Linguarama 0.4 0.8 1.2 1.6 2 2.4 2.8 3.2 3.6 4
* Resultados normalmente não registrados no TOEFL
Listening
- Refere-se apenas à capacidade de entendimento
que o entrevistado demonstrou ter do inglês falado.
Reflete um grau quantitativo do que foi compreendido
de gravações em inglês de três
native speakers norte-americanos falando a respeito
de assuntos gerais com diferentes graus de complexidade.
Representa o conhecimento passivo da língua na
sua forma oral, etapa primordial e indispensável
no processo de aprendizado. É um dos aspectos
lingüísticos mais importantes no desempenho
profissional pois afeta diretamente o relacionamento
com estrangeiros.
Pronunciation - Esta variável refere-se à
capacidade do entrevistado em pronunciar corretamente
o idioma. Reflete um grau qualitativo da habilidade
ou do talento demonstrados em reproduzir as características
fonéticas do inglês. Uma boa pronúncia
depende de contato com native-spoken English, de bons
instrutores, de acuidade auditiva, e da existência
de hábitos corretos e ausência de vícios.
Vocabulary
- Reflete um grau essencialmente quantitativo do domínio
que o entrevistado demonstrou ter sobre o vocabulário
cotidiano-comercial de inglês, não apenas
no reconhecimento, mas também na produção
criativa; e não apenas a nível de palavras,
mas também de frases e expressões idiomáticas
habituais com alta freqüência de ocorrência.
Grammar
in Speaking - Esta variável determina o grau
de correção gramatical da linguagem produzida
pelo entrevistado, identificando com precisão
suas deficiências. Observa-se o domínio
verbal que o entrevistado demonstra ter no uso das estruturas
gramaticais do idioma (Be Phrases, Do Phrases, tempos
de verbos, verbos modais, etc.), e principalmente daqueles
aspectos estruturais em que o português e o inglês
contrastam mais. Olha-se mais para a forma do que para
o conteúdo de comunicação. Esta
variável é medida através de um
teste oral objetivo, em que o entrevistado deve expressar
idéias que requerem o uso de determinadas estruturas
gramaticais, as quais são ponderadas de acordo
com a importância e freqüência com
que ocorrem. Aspectos deficientes são especificados
no relatório final.
Fluency
- Esta variável, talvez a mais importante, refere-se
à continuidade de produção oral
e intelectual do entrevistado. Mostra sua capacidade
comunicativa, refletindo um grau inverso ao número
de interrupções, idéias não
concluídas e falta de clareza. Embora dependa
de pronúncia, gramática e vocabulário,
não está a eles necessariamente relacionada,
podendo também ser influenciada por hábitos
da língua mãe, falta de familiaridade
com a cultura, bem como por fatores psicológicos
como inibição, perfeccionismo (excessiva
preocupação com forma em detrimento de
conteúdo), preconceito lingüístico,
etc.
Appropriateness
- Esta variável assume maior importância
em níveis mais avançados, refletindo um
grau qualitativo da propriedade no uso da linguagem
em geral. Refere-se não a uma questão
de como dizer, mas de quando dizer; ou de saber usar
as expressões conhecidas nos momentos apropriados.
Reflete também a impressão causada no
entrevistador, a qual depende de aspectos como competência
cultural, desembaraço, postura, senso de humor,
tom de voz, etc.
Reading
- Representa a capacidade de reconhecer a língua
na sua forma escrita; de captar e interpretar corretamente
e integralmente idéias representada pelo inglês
escrito. Reflete também a capacidade de traduzir
corretamente textos para o português. Interpretação
de textos é hoje a habilidade mais importante
para quem se prepara para a prova de inglês do
vestibular.
Writing
- A capacidade de produzir linguagem escrita é
conseqüência direta das variáveis
acima, ou seja, quem fala o idioma, facilmente o escreve.
Mesmo assim, dentre as quatro habilidades lingüísticas
(entender, falar, ler e escrever), escrever é
sempre a mais difícil e a que mais conhecimento
gramatical e ortográfico exige. Esta variável
retrata a capacidade do entrevistado em expressar suas
idéias em inglês com clareza e redação
correta.
Este
mesmo sistema de avaliação pode ser adaptado
para medir a qualificação profissional
de professores de inglês. Neste caso, é
acrescido de duas variáveis: TEFL (Teaching English
as a Foreign Language) Methods e Cultural Competence.
TEFL
determina o potencial e a versatilidade que o entrevistado
tem para atuar como instrutor de inglês. Reflete
o conhecimento de metodologias de ensino de línguas
(métodos audiolingüísticos, cognitivos,
etc.), fonologia, análises contrastivas entre
português e inglês. Considera-se também
a experiência do entrevistado no ensino de inglês.
Cultural
Competence reflete o grau de familiaridade com a cultura
estrangeira. Língua reflete cultura. São
duas faces de uma mesma moeda. Esta variável
portanto mede a familiaridade e o conhecimento que o
entrevistado tem da cultura norte-americana ou britânica,
o que decisivamente influi na sua qualificação
como instrutor. Está normalmente relacionado
ao tempo de permanência no exterior, bem como
à intensidade de convívio com native speakers.
Além
do gráfico tipo histograma mostrando o valor
alcançado pelo entrevistado em cada uma das variáveis,
o relatório de avaliação apresenta
um conjunto de 10 parágrafos descrevendo em detalhadas
as características e o provável desempenho
profissional do avaliado. Por exemplo, no caso do Sr.
Fulano de Tal mostrado no gráfico acima, sua
média fica em torno de 3. Isto significa que
esta pessoa provavelmente:
3.0
= Bom (Operacional): Acompanha superficialmente alguns
filmes em inglês e já tem noção
aproximada do que se passa em programas de rádio
e televisão. Já não apresenta risco
de ocorrência de mal-entendidos. Está apto
a trabalhar com native speakers, embora com limitações.
Comunica-se em geral claramente mas com fluência
limitada, e normalmente não conseguiria argumentar
ou defender pontos de vista. Vícios de pronúncia
e eventual falta de clareza podem as vezes torná-lo
cansativo ao estrangeiro. Começa a perceber diferenças
culturais. Tem familiaridade com uma quantidade regular
de expressões idiomáticas. Demonstra já
alguma firmeza com estruturas gramaticais mais avançadas,
mas provavelmente não é sensível
aos perfect tenses, e ainda tem dificuldade com os verbos
modais. Lê revistas com uma certa dificuldade.
Redige com clareza mensagens simples tipo telex e textos
sem complexidade, com alguns erros (de menor gravidade)
mas fazendo já uso de algumas palavras de transição
para conectar logicamente frases. (Aproximadamente paper-based
TOEFL 360).
Assim
como a descrição acima do desempenho provável
de alguém situado em média próximo
do nível 3, existem outras 9 descrições
no sistema S&K de avaliação.
VANTAGENS
DO SISTEMA S&K EM RELAÇÃO AO TOEFL:
Avalia
também o desempenho ativo do entrevistado (fala
e escrita), enquanto que o TOEFL, quando não
acompanhado do TSE e do TWE, avalia apenas o reconhecimento
passivo da língua (entendimento e interpretação
de texto).
Leva em consideração diferenças
lingüísticas, avaliando exatamente aqueles
pontos em que os contrastes entre português e
inglês são maiores e a interferência
do primeiro sobre o segundo, mais prejudicial. Por sua
vez, o TOEFL é um único exame para o mundo
inteiro, desconsiderando a formação lingüística
do avaliado.
Avalia a habilidade com inglês do entrevistado
em 8 aspectos diferentes, enquanto que o TOEFL avalia
apenas 3: Listening Comprehension, Structure and Written
Expression, e Vocabulary and Reading Comprehension.
Pode ser feito no local por qualquer agente autorizado,
enquanto que o TOEFL só é realizado nas
seguintes cidades: Belo Horizonte, Brasília,
Curitiba, Fortaleza, Londrina, Manaus, Porto Alegre,
Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo.
Pode ser feito a qualquer momento, enquanto que o TOEFL
só pode ser feito uma vez por mês, em dia
certo.
Custa menos da metade do TOEFL, quando este for acompanhado
do TSE.
Resultado é fornecido em 2 ou 3 dias, enquanto
que o paper-based TOEFL fornece o resultado em 45 dias,
na melhor das hipóteses.
É acompanhado de recomendações
para desenvolvimento de habilidades específicas,
proporcionando ao aluno e a seu instrutor orientação
precisa para sanar os aspectos mais deficientes.
É acompanhado de descrições detalhadas,
uma para cada nível, do provável desempenho
do avaliado em situações profissionais
e sociais.
DESVANTAGENS DO SISTEMA S&K EM RELAÇÃO
AO TOEFL:
O
TOEFL tem reconhecimento internacional, sendo ministrado
em cerca de 180 países a cerca de 900 mil pessoas
por ano.
Além de avaliar a habilidade com inglês,
o TOEFL é oficialmente reconhecido por instituições
de ensino superior do exterior, vindo a constituir-se
num dos requisitos para todo estrangeiro que pretende
freqüentar curso superior nos EUA ou Canadá,
desde que alcançado o escore mínimo (500
a 600).
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