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As
English becomes the chief means of communication between
nations, it is crucial to ensure that it is taught accurately
and efficiently, ... David Crystal
Em
lingüística e, mais especificamente no estudo
do aprendizado de línguas, o conceito de interlíngua
é sempre estudado em paralelo aos conceitos de
interferência e fossilização.
Interlíngua
é o sistema de transição criado
pela pessoa ao longo de seu processo de assimilação
de uma língua estrangeira. Ou seja, é
a linguagem produzida a partir do início do aprendizado
até o aluno ter alcançado seu teto na
língua estrangeira.
Interferência
é a ocorrência de formas de uma língua
na outra, causando desvios perceptíveis no âmbito
da pronúncia, do vocabulário, da estruturação
de frases bem como no planos idiomático e cultural.
Fossilização
ou cristalização, refere-se aos erros
e desvios no uso da língua estrangeira, internalizados
e difíceis de serem eliminados. É característica
de quem estuda línguas, especialmente na infância,
sem ter contato com falantes nativos.
A
interlíngua se caracteriza pela interferência
da língua mãe. Formas da língua
mãe aparecem no linguajar usado pelo aprendiz.
Dependendo do modelo de performance a que o aprendiz
estiver exposto, sua interlíngua apresentará
um maior ou menor grau de interferência da língua
mãe. Se o modelo de performance da língua
estrangeira não for autêntico, isto é,
se o professor não tiver um nível de proficiência
equivalente à de um nativo, o aprendiz já
estará assimilando desvios que caracterizam a
interlíngua, causando uma tendência maior
à fossilização dos mesmos.
Assim
como um artista precisa de um modelo real constantemente
ao alcance de seus olhos para captar as formas, luzes
e cores da realidade que procura retratar, assim o aluno
precisa de um ambiente autêntico de língua
e cultura estrangeira para uma assimilação
mais pura. A afinação de um instrumento
nunca será perfeita se o diapasão já
estiver desafinado.
Além
disso, se a intensidade de exposição for
insuficiente, a interlíngua persistirá
por mais tempo, causando uma tendência maior à
fossilização dos desvios. Isto porque
as necessidades de comunicação na língua
estrangeira enfrentadas pelo aluno podem exigir uma
freqüente produção de linguagem imprecisa,
que se não for contrabalançada e sobrepujada
por input autêntico, acabará causando uma
internalização prematura de formas da
interlíngua, isto é, a fossilização
dos desvios que a caracterizam.
CONCLUSÕES:
Qualidade
de performance do modelo: Quanto maior o grau de qualidade
e autenticidade do input recebido, tanto menor a interferência
e a possibilidade de formação de interlíngua.
Em outras palavras, é importante que o instrutor
tenha domínio equivalente ao de língua
mãe.
Tamanho do grupo: Grupos de treinamento em língua
estrangeira terão êxito inversamente proporcional
ao tamanho do grupo. Quanto maior o grupo, menor a exposição
ao modelo correto de performance do instrutor e maior
a exposição à interlíngua
dos demais participantes.
Intensidade: Quanto mais intensa a exposição
à língua estrangeira e quanto mais rápido
o processo de assimilação, tanto menor
a duração da interlíngua e a possibilidade
de fossilização de seus desvios. Em outras
palavras, programas intensivos preservam melhor o potencial
do aluno. Melhor ainda é a imersão total
proporcionada pelos programas de inglês no exterior.
Vulnerabilidade dos extrovertidos: Alunos extrovertidos,
aqueles mais afoitos, que buscam um canal de comunicação
mesmo sem disporem da habilidade necessária,
estarão mais vulneráveis à formação
de interlíngua e à fossilização
de desvios. Extroversão é uma qualidade
positiva para o aprendizado de línguas pois impulsiona
uma maior produção oral da língua
estrangeira. Precisa entretanto ser acompanhado de input
autêntico e intenso.
Metodologias de risco: Métodos de ensino/aprendizado
que não incluem contato freqüente com modelos
de performance autênticos, em situações
reais de interação humana, são
de validade questionável. Por exemplo, estudo
da língua só através de textos,
métodos autodidáticos, à distância,
atrelados a planos didáticos seqüenciais
tipo Livro 1, 2, 3.
INTERLÍNGUA PORTUGUÊS > INGLÊS
(ERROR ANALYSIS)
A
interlíngua criada por brasileiros que estudam
inglês como língua estrangeira, por exemplo,
que em linguagem comum se chamaria de "inglês
aportuguesado," tem características comuns.
Através de um estudo comparativo das duas línguas,
e através da análise dos erros comumente
praticados por falantes nativos de português,
pode-se explicar e prever esta interferência.
Um estudo desta natureza deve abranger pelo menos três
áreas: pronúncia, vocabulário e
sintaxe.
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