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EUA intercâmbio INTRODUÇÃO intercâmbio
EUA
Existe
um grande número de organizações
norte-americanas que promovem programas de intercâmbio
para jovens adolescentes. Na sua grande maioria são
organizações sem fins lucrativos que têm
como objetivo geral promover o entendimento mundial
e o respeito entre povos de diferentes culturas através
de programas de convívio no exterior que possiblitam
ao participante a plena assimilação da
língua e da cultura do local, e à família
hospedeira uma assimilação parcial da
cultura do participante.
Na
maioria desses programas o jovem deve ter de 15 a 18
anos e meio de idade e freqüenta escolas secundárias
da rede pública, mas há também
programas que oferecem participação em
escolas particulares. As escolas da rede pública
em geral são de boa qualidade, mas as particulares
normalmente são melhores.
Programas
de intercâmbio cultural são normalmente
de um semestre (5 meses) ou de um ano escolar (10 meses)
e o jovem fica hospedado em casa de família.
Nos programas que oferecem escolas públicas não
há a opção de escolha do lugar
de destino, além de serem os mesmos bastante
seletivos e o processo de seleção muito
demorado. O adolescente deve provar bom rendimento escolar,
proficiência em inglês, ser psicologicamente
estável e o processo deve ser iniciado com quase
6 meses de antecedência. Uma vez aceito para participar
do programa, o intercambista recebe da organização
norte-americana o documento IAP-66, através do
qual obtém um visto tipo J-1.
AS
FAMÍLIAS NO EXTERIOR
As
famílias hospedeiras são selecionadas
em vários estados, por coordenadores regionais
dos programas. São sempre famílias vountárias,
isto é, não são remuneradas pela
hospedagem oferecida. Devem além disso ser psicologicamente
estáveis, e falar inglês como língua
mãe. É considerada uma família
apta a receber um estudante estrangeiro, duas pessoas
vivendo sob um mesmo teto, podendo ser um casal com
filhos, um casal sem filhos, ou uma mãe com um
filho. Alguns programas aceitam também pessoas
solteiras ou divorciadas. A família é
movida pelo interesse de enriquecer culturalmente e
lingüísticamente seu ambiente ao aceitar
em seu convívio um representante de outra cultura,
e é responsável por acolher o estudante
como membro da família e estimulá-lo a
participar de todas as atividades do lar e da comunidade.
A hospedagem inclui sempre café da manhã,
janta, cama individual, e local para estudo.
ASPECTOS
POSITIVOS
Aprendizado
da língua e da cultura: É a forma mais
barata e mais completa de aprendizado. Jamais no decorrer
de sua vida, o indivíduo terá capacidade
igual de assimilação e circunstâncias
tão favoráveis. Principalmente nos programas
de 1 ano, a assimilação do idioma e da
cultura é quase total. O jovem torna-se praticamente
bilingüe; isto é, volta falando inglês
quase como se fosse uma língua mãe. Programas
de intercâmbio são em geral superiores
aos programas de ESL (English as a Second Language),
como experiência cultural e de assimilação
da língua.
Desenvolvimento psicológico: Adolescência
é a fase em que o objeto maior da atenção
volta-se dos pais para o contato social. A experiência
de assimilar a cultura estrangeira e consolidar novos
relacionamentos por forças próprias sem
a intermediação dos pais representa uma
grande conquista. Além de treinar atitudes comportamentais,
desenvolve a auto-confiança.
Maior flexibilidade no relacionamento humano: O jovem
adquire desenvoltura e habilidade no relacionamento
humano ao construir um círculo inteiramente novo
de relações em um meio social diferente.
Desenvolvimento da auto-confiança: A coragem
de imergir em um meio desconhecido e de se submeter
a surpresas e obstáculos inerentes a qualquer
aventura, o subseqüente êxito, e o retorno
triunfal, representam uma significativa dose de auto-confiança.
Eliminação de preconceitos: O jovem adquire
maior flexibilidade em julgamentos e atitudes ao familiarizar-se
com modelos de comportamento diferentes dos de seu ambiente.
Auto-conhecimento: Assim como é preciso sair
do mundo para enxergar o ar que se respira, o sair fora
de si e de seu ambiente, aliado à assimilação
de uma nova cultura, leva o jovem a ver questões
sob diferentes ângulos e permite aprofundar o
conhecimento de si próprio e de sua cultura.
Desenvolvimento de consciência global: A experiência
de convívio em país e cultura estrangeiros,
no papel de cidadão igual aos demais, desperta
no jovem o respeito entre nações e desenvolve
uma consciência de cidadania global.
A CONTINUAÇÃO DOS ESTUDOS NA VOLTA
A
validação do estudo secundário
cursado no exterior é competência das secretarias
estaduais de educação. As escolas brasileiras
e as secretarias de educação normalmente
aceitam o histórico escolar (transcripts) das
escolas do exterior. Houve época em que se exigia
que os mesmos fossem autenticados no consulado brasileiro
do exterior e posteriormente traduzidos por tradutor
juramentado, coisas da burocracia que não entende
inglês. Hoje, entretanto, é mais comum
o órgão público responsável
pela educação aceitar o documento original
em inglês, pois certamente disporá de alguém
com proficiência suficiente em inglês para
entender um histórico escolar de ensino médio.
Entretanto,
talvez o aluno e sua família não devessem
se preocupar muito com o tempo que aparentemente perderia,
mas sim em adquirir todo o conhecimento que um 3°
colegial aqui tem para oferecer. Afinal, a carreira
acadêmica de uma pessoa não é uma
corrida para ver quem termina antes. Os conteúdos
da escola de lá naturalmente não serão
exatamente os mesmos da escola daqui. A experiência
no exterior não deve ser vista como uma continuidade
da carreira estudantil daqui. Será muito mais
do que isso. Representará, na verdade, um rompimento
total da atual rotina do jovem. Será um período
de enriquecimento cultural e desenvolvimento de sua
habilidade com a língua estrangeira, representando
uma oportunidade de crescimento inigualável.
Portanto, devemos considerar também a alternativa
do jovem, após o retorno, continuar seus estudos
aqui a partir do ponto onde parou.
OS
SISTEMAS BRASILEIRO E NORTE-AMERICANO DE EDUCAÇÃO
PREÇOS
Aqueles
programas que oferecem participação em
escolas públicas têm preços variando
de 2.000 a 4.000 dólares por um semestre (5 meses),
e de 3.000 a 6.000 dólares por um ano letivo
(10 meses), incluindo seguro-saúde mas, em geral,
não incluindo passagem aérea. Esta alta
variação de preço depende da organização
estrangeira organizadora e das vantagens adicionais
oferecidas, mas não está diretamente ligada
à qualidade do programa, uma vez que esta depende
substancialmente da família com a qual o intercambista
vier a se hospedar. (Veja tabela abaixo de preços
por organização.)
Os
programas de intercâmbio para adolescentes são
comercializados no Brasil normalmente por escolas de
línguas ou agências de viagens, que atuam
como representantes das entidades estrangeiras organizadoras
e acrescem uma comissão por seus serviços.
Alguns vinculam o programa à compra da passagem
aérea, enquanto que outros deixam o cliente livre
para comprar a passagem de seu agente de viagens de
confiança, ou daquele que oferecer um preço
mais acessível, permitindo assim que o intercambista
se beneficie das tarifas aéreas mais competitivas.
Há
também programas de intercâmbio em escolas
particulares, que são mais caros do que aqueles
em escolas públicas. Esses preços variam
significativamente conforme a escola. A principal diferença
do programa em private high school está na qualidade
das escolas. Embora a maioria das escolas públicas
nos EUA seja de boa qualidade (principalmente na área
da psicologia educacional), as escolas particulares
são quase sempre excelentes. Outra diferença
é que o aluno, além dos programas de um
semestre e um ano, pode optar por períodos maiores
do que um ano. Algumas escolas particulares oferecem
também a opção de residência
no internato da escola.
CONFIABILIDADE
DAS ORGANIZAÇÕES RESPONSÁVEIS
O
CSIET (Council on Standards for International Educational
Travel) é uma organização norte-americana
sem fins lucrativos que tem por objetivo disciplinar
e dar credibilidade aos programas de intercâmbio
para adolescentes em high school. O CSIET monitora o
cumprimento de requisitos e divulga informações
referentes às entidades organizadoras de intercâmbio
que alcançam os padrões estabelecidos,
através da publicação de uma lista
pela Internet - Advisory List of International Educational
Travel Exchange Programs - bem como de um guia anual
impresso com informações mais detalhadas.
Na
página 17 deste guia, o CSIET recomenda que o
jovem participante e sua família exijam sempre
do agente no Brasil informações claras
sobre a organização norte-americana organizadora
do programa, bem como do preço por ela cobrado
e o que este preço inclui. Portanto, é
importante que o representante no Brasil preste informações
completas.
O
CSIET também oferece um endereço de e-mail
<exchanges@aol.com> para reclamações
relativas a programas de intercâmbio, tanto para
expectativas frustradas pela entidade organizadora quanto
pelo representante no Brasil.
Hoje
já são mais de 60 entidades organizadoras
de intercâmbio para adolescentes nos Estados Unidos
que fazem parte do Advisory List do CSIET. Destas, a
lista abaixo relaciona a maioria das que atuam no Brasil,
bem como seus preços, conforme divulgados no
Advisory List 2001-2002. Os preços abaixo são
os preços cobrados pelas organizações
no exterior, não incluindo, portanto, taxas e
comissões de seus agentes no Brasil. Também
não incluem transporte nem seguro-saúde,
a não ser que expressamente mencionado.
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